Você sabe o que a BNCC Ciências da Natureza abrange?
Assista o vídeo e fique por dentro do assunto!
INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA
DO RIO GRANDE DO SUL
Campus Vacaria
Licenciatura em Ciências Biológicas
Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência Pibid/Capes-IFRS
Nome do bolsista: Mariana Lisbôa de Oliveira
Tema da atividade: Relato de acompanhamento das aulas síncronas da professora Carolina.
Data da aula: 20/05/2021
Turma: 171
Data de entrega do resumo: 21/05/2021
Foi realizada a observação da aula ministrada pela professora Carolina Moretti em uma turma de 7º ano, onde participaram 5 alunos.
De início a professora recapitulou brevemente sobre o que tinham estudado na aula anterior, sempre interagindo com os alunos e incentivando para que os mesmos relatassem sobre o conteúdo visto, reforçando conceitos importantes sobre o ecossistema.
Para dar andamento a aula, a professora trouxe exemplos de ecossistema da nossa região e outros, diferenciando eles entre terrestres e os aquáticos, logo após trabalhou sobre os fatores bióticos e abióticos através de imagens no Jamboard.
Foi trabalhado o conceito de “bio” e do prefixo “a” na lapavra “abiótico” para que os alunos compreendessem também o significado das palavras e assim pudessem analisar as imagens ilustrativas e identificar os fatores presentes.
Os alunos, de início estavam intimidados, mas aos poucos iam participando dos questionamentos que a professora fazia. Os alunos mostraram-se questionadores e receptivos ao conteúdo abordado.
O uso das ferramentas digitais proporcionou uma maior interação dos alunos na aula, acredito que o jogo elaborado no Wordwall sobre o ecossistema foi muito interessante e proporcionou que todos os alunos participassem mais de uma vez.
O vídeo que foi visto também proporcionou aos alunos reforçar suas aprendizagens sobre o que é o ecossistema, sendo curto e nada cansativo.
A professora Carolina conduziu muito bem a aula, foi acolhedora, soube ministrar sua aula de modo que todos os alunos presentes participassem.
O planejamento feito pela professora Caroline trabalhou sobre os ecossistemas, sendo adequado em seu tempo e sua temática. Este foi apresentado de forma dinâmica com a utilização de diferentes recursos.
Foi muito gratificante poder observar a aula para poder compreender como ela de fato é na prática neste momento atípico que estamos vivenciando.
Acessando o link disponível abaixo, vc será direcionado ao podcast do PIBID sobre o Referencial Curricular Gaúcho e as Matrizes para o ensino Híbrido do ano letivo de 2021 elaborado pela bolsistas Mariana Lisbôa de Oliveira e Hermelinda Duarte.
https://anchor.fm/hermelinda-acuu00f1a/episodes/Podcast-do-PIBID-e10uae9
INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA
DO RIO GRANDE DO SUL
Campus Vacaria
Licenciatura em Ciências Biológicas
Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência Pibid/Capes-IFRS
Nome do bolsista: Mariana Lisbôa de Oliveira
Tema da atividade: Resenha crítica sobre parecer analítico sobre a BNCC- Ciências da Natureza elaborado por Jorge Megid Neto (Faculdade de Educação – UNICAMP)
Data de entrega: 13/05/2021
O parecer elaborado por Jorge Megid Neto (2017), traz trechos da BNCC, em específico sobre as Ciências da Natureza, descrevendo que o referido documento situa de maneira adequada a ciência e a tecnologia com viés ao favorecimento do desenvolvimento social e humano, mas que pode gerar conflitos na área socioambiental devido algumas “deficiências” ao olhar crítico do autor.
Uma das considerações feitas é uma crítica ao que é elencado pelo documento sobre a capacidade de se obter a “ideia de ciência”, e diz que a ciência vem com o objetivo de apreender a linguagem e os métodos da ciência e não como um letramento científico.
Na visão do autor, o letramento científico é visto como a capacidade de “compreender, interpretar e transformar o mundo”, mas defende que a ciência não é finalidade última do letramento e sim a capacidade de agir no e sobre o mundo.
Faço uma reflexão acerca da crítica feita pelo autor, pois considero que o letramento científico vai também ao encontro do desenvolvimento da capacidade de empregar o conhecimento científico para adquirir novos conhecimentos, assim como tirar conclusões baseadas em evidências e fenômenos científicos, bem como a capacidade investigativa preconizada na BNCC. Acredito que isso vem a favorecer o letramento científico, possibilitando que o aluno compreenda e tome decisões, agindo assim no e sobre o mundo numa perspectiva científica e social.
A BNCC também engaja aspectos da vida relativos às ciências, a valores, a tecnologia e ao meio ambiente. Acredito que deste modo, onde o aluno tem a possibilidade de realizar experiências com as discussões propostas pelo documento, terá condições de avaliar questões científicas relevantes em sua vida, para a comunidade ao qual está inserido e para a sociedade de uma forma geral e assim consiga posicionar-se de modo claro e consciente em relação a elas.
Concordo com o autor quando ele traz a crítica quanto a limitação e também quanto ao momento em que são abordadas determinadas habilidades. É perceptível que a BNCC não abarca todas as necessidades de uma formação completa do estudante, até por não contemplar em alguns anos habilidades que seriam importantes para a construção mais efetiva das aprendizagens, como por exemplo o uso de drogas e outras questões relacionadas à saúde que deveriam ser incorporadas em todos os anos.
Isso nos remete as habilidades trazidas pelo Referencial Curricular Gaúcho que “tenta” preencher um pouco estas lacunas e auxiliar na proposta de aprendizagens mais significativas para os estudantes.
INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA
DO RIO GRANDE DO SUL
Campus Vacaria
Licenciatura em Ciências Biológicas
Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência Pibid/Capes-IFRS
Nome do bolsista: Mariana Lisbôa de Oliveira
Tema da atividade: Questões sobre o Referencial Curricular Gaúcho e as Matrizes de Referência para o Ensino Híbrido 2021
Data de entrega: 08/05/2021
Referencial Curricular Gaúcho
Ele foi elaborado de forma colaborativa através da gestão de políticas públicas educacionais estabelecidas entre a União, os Estados e Municípios para que as ações pensadas beneficiem a todos, desenvolvendo um documento referencial de território, respeitando os diferentes contextos.
O Referencial Curricular Gaúcho colabora para a garantia da educação como bem público e de direito social para a formação de sujeitos em condição de pertencimento, visando a oportunidade de aprendizagens independentemente do sistema educacional ao qual pertencem.
Ele foi gerado a partir das dez macrocompetências essenciais da BNCC que devem ser desenvolvidas no decorrer da educação básica, objetivando as aprendizagens de forma espiral em busca da superação das desigualdades de qualquer natureza.
O documento traz a educação como processo em constante transformação, compreendendo o desenvolvimento integral do sujeito e reforçando o objetivo de que todos aprendam independente do sistema ou rede educacional em que estão inseridos. O estudante ocupa o lugar de protagonista no processo educativo e o professor como um mediador e orientador na busca do desenvolvimento das habilidades e competências vinculados as macrocompetências da BNCC que são intensificadas por meio da participação, interação, fomentando a criatividade e proporcionando mudanças.
A escola é entendida como um espaço localizado entre a família e a sociedade que auxilia na construção de aspectos afetivos, éticos, sociais e o modo de ser e estar na sociedade. Com isso busca-se uma aprendizagem significativa e que leva em consideração as experiências de vida de cada indivíduo
O currículo é visto como dispositivo que abarca um conjunto de saberes articulado e normatizados que produzem conhecimentos sobre o mundo.
A partir das características de cada escola, o currículo deve ser pensado considerando as especificidades locais e as trajetórias pedagógicas referenciados no Projeto Político Pedagógico.
As competências visam assegurar aos alunos a formação integral e devem ser trabalhadas de forma interdisciplinar. Essas competências não se resumem a complexidade cognitiva do desenvolvimento, mas levam em conta também aspectos pessoais, sociais e de caráter comunicativo do sujeito, que em consonância com a BNCC devem estar articuladas com as demais áreas do conhecimento e componentes curriculares de forma espiral. Isso possibilita o desenvolvimento de competências como o respeito, a autonomia emocional, o desenvolvimento da solidariedade, a capacidade de trabalhar em grupos e estabelecer novas relações respeitando as normas de convívio social.
Apresenta-se como parte importante na formação do estudante e no trabalho do professor que deve atuar como facilitador e orientador, promovendo a reflexão, escolhas, experiências, descobertas e avaliações para possibilitar a autoaprendizagem do aluno com a utilização adequada das tecnologias disponíveis. A escola deve servir de apoio as práticas de pesquisa voltadas a formação integral do estudante.
A formação continuada tem sua importância na reflexão da prática docente e a partir disso estar avaliando e reconstruindo a sua prática educativa, apropriando-se de novos saberes e experiências que possibilitem ressignificar sua didática.
- Educação especial: realiza o atendimento educacional especializado (AEE) que deve estar articulado com a proposta pedagógica da escola. Este atendimento complementa a formação do estudante e visa a autonomia do mesmo através de estratégias, materiais e recursos que permitam os alunos com deficiência e altas habilidades/superdotação participar de todas as atividades escolares.
- Educação de Jovens e Adultos: Esta modalidade acolhe indivíduos que por diversos fatores não tiveram acesso a escolarização na idade considerada regular e busca ofertar a aquisição de habilidades e competências consideradas indispensáveis para a vida cotidiana. A educação de jovens e adultos busca promover o acolhimento, o diálogo, a escuta solidária e experiências significativas, além de promover a busca de novos conhecimentos.
- Educação do campo: Considera-se população do campo os sujeitos que produzam suas condições materiais de existência a partir do trabalho no meio rural. A escola do campo é entendida como aquela que está localizada na área rural de acordo com o IBGE.
A escola do campo deve focar sua proposta pedagógica no desenvolvimento de habilidades e competências que sejam capazes de proporcionar aos jovens lidar com as situações do seu cotidiano e a resolver os problemas reais com autonomia.
- Educação escolar indígena: Garante a oferta da educação bilíngue e intercultural, garantindo a oferta da língua materna e a busca da valorização e reafirmação de suas identidades étnicas, além do acesso a informações, conhecimentos técnicos e científicos da sociedade nacional e das demais sociedades indígenas e não indígenas.
- Educação das relações étnicos-raciais e educação escolar quilombola: Tem o objetivo de garantir aos estudantes o direito de se apropriarem dos conhecimentos tradicionais oriundos das comunidades quilombolas proporcionando o reconhecimento, a valorização, a continuidade de sua história e fazendo com que se reconheçam pertencentes a sua cultura.
Ao analisar as habilidades da BNCC e compará-las com as que constam no Referencial Curricular Gaúcho, percebe-se que em muitos pontos a BNCC é bastante vaga, pode-se dizer rasa na construção de algumas habilidades e o Referencial Curricular Gaúcho vem a complementar e dar suporte para o trabalho do professor.
Muitas habilidades propostas pela BNCC precisam de que outras habilidades antecedam as já estipuladas no documento e o Referencial Curricular Gaúcho foi elaborado com essa finalidade, colocando ao mesmo tempo a importância de reconhecer a comunidade na qual o professor e alunos estão inseridos.
Um exemplo da complementação da BNCC é quando ela nos traz como habilidade para o 6º ano no eixo Matéria e Energia “ (EF06CI04) Associar a produção de medicamentos e outros materiais sintéticos ao desenvolvimento científico e tecnológico, reconhecendo benefícios e avaliando impactos socioambientais” e o Referencial Curricular Gaúcho propõe pesquisar como os medicamentos são fabricados e quais são mais utilizados pela comunidade em que os alunos estão inseridos, propõem também diferenciar os materiais sintéticos dos naturais.
Com isso percebe-se que as habilidades descritas no Referencial Curricular Gaúcho precisam ser trabalhadas para que então se consiga compreender e trabalhar com as habilidades propostas pela BNCC, além de que o Referencial Curricular Gaúcho aproveita muito melhor o tema proposto pela BNCC para construir outros conhecimentos a cerca de um determinado assunto.
Acredito também que questões como saúde pessoal e da comunidade, bem como bons hábitos de higiene já deveriam ser trabalhados desde o 6º ano, assim como a separação de lixo e o que fazer para contribuir de forma consciente e sustentável na sociedade para proporcionar a formação de um indivíduo mais consciente e responsável com as questões sociais e ambientais.
MATRIZES DE REFERÊNCIA PARA O MODELO HÍBRIDO DE ENSINO ANO LETIVO 2021
É fornecer um ensino de qualidade em busca de um desenvolvimento das potencialidades dos estudantes referentes as aprendizagens essenciais previstas para o ano letivo de 2021 e que devem contemplar a realidade correspondente ao Projeto Político Pedagógico de cada escola.
Ao analisar as habilidades e objetos de conhecimento selecionados para compor a matriz curricular para o ensino híbrido 2021 no ensino fundamental II e compará-lo com a BNCC e o Referencial Curricular Gaúcho, é possível perceber que muitas habilidades que eram contempladas no 5º ano foram inseridas na matriz curricular para o 6º ano, assim como ocorre nos demais anos, que acabam por inserir habilidades e objetos de conhecimento que seriam destinados ao ano anterior ao mencionado. Acredito que tenha sido uma forma de reforçar ou até mesmo contemplar conteúdos que não foram possíveis de serem trabalhados anteriormente por conta do momento de pandemia vivido em todo país.
Vejo está modificação como algo positivo, que busca preencher as lacunas deixadas no ano de 2020, mas também percebo que deixa de contemplar algumas habilidades e objetos de conhecimentos que são importantes para a formação integral dos estudantes, sendo isso um ponto negativo. Outro ponto a destacar, é que as habilidades que exigem mais investigação e atividades práticas como por exemplo alguns experimentos para possibilitar a construção do conhecimento, não estão sendo contempladas pela falta de viabilidade prática quando se fala em ensino híbrido, mas tenta-se abraçar as que não exige tal prática.
Percebo que estão tentando “tratar” algo que na verdade não tem cura, servindo essas modificações como “remédios” para tentar amenizar as sequelas que esta pandemia está causando em cada estudante e ao mesmo tempo traz à tona “doenças” que na verdade já existiam na área da educação, mas que ficavam escondidas e abafadas. Quando se fala em educação e construção de aprendizagens, infelizmente os estudantes são os que mais serão prejudicados e pagarão a conta da precariedade do sistema de ensino.