sexta-feira, 23 de julho de 2021

 

INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA

DO RIO GRANDE DO SUL

Campus Vacaria

Licenciatura em Ciências Biológicas

Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência Pibid/Capes-IFRS

 

 

Nome dos bolsistas: Mariana Lisbôa de Oliveira

Tema da atividade: Atividade sobre os capítulos do livro "Ensinando Biologia por Investigação"

Resumo cap. 3 – Investigando nos anos finais do ensino fundamental: uma experiência com estudantes do 8º ano.

Data de entrega: 19/06/2021

 

Investigando nos anos finais do ensino fundamental: uma experiência com estudantes do 8º ano

 

O capítulo apresenta um conjunto de atividades desenvolvidas em um 8º ano do ensino fundamental, na disciplina de ciências a partir de conteúdos relacionados ao sistema nervoso humano, em específico a morfofisiologia: a dor do membro fantasma.

As atividades têm como objetivos mobilizar conhecimentos conceituais já trabalhados e a partir disso, os estudantes deverão elaborar hipóteses, analisar evidências e discutir sobre o fenômeno.

Para introduzir o tema a ser trabalhado, o professor fez uma conversa contextualizada sobre o assunto, fez leituras textuais e assistiram um vídeo com depoimento de uma pessoa que teve seu membro amputado. A partir dessas atividades, os alunos começaram a levantar hipóteses e a fazer questionamentos sobre a dor fantasma.

O professor explicou aos alunos a diferença de hipótese e evidência, logo após os alunos em grupo elaboraram três hipóteses para explicar o fenômeno.

A segunda atividade realizada foi a categorização das hipóteses levantadas, foi feito o agrupamento por categorias com a participação dos alunos, resultando em cinco hipóteses mais amplas.

A terceira atividade tinha como objetivo analisar pesquisas médicas relacionadas a dor fantasma, já selecionadas pelo professor a partir das hipóteses levantadas pelos estudantes. Foram dez pesquisas e após a análise destas, os alunos preencheram individualmente um quadro relacionando as hipóteses com as evidências e discutiram suas conclusões em pequenos grupos.

Para a quarta atividade, o professor tabulou os quadros dos pequenos grupos em um só e auxiliou na discussão para negociar as divergências com toda a turma.

Os alunos argumentaram e contra-argumentaram sobre as evidências e as hipóteses a fim de se chegar a um consenso.

Por fim, a quinta atividade foi a produção de um texto que respondesse a seguinte pergunta: “ Como você explicaria, cientificamente a dor fantasma para um paciente que está passando por essa situação? ”

Essas atividades de fato proporcionaram a ação investigativa dos estudantes, possibilitando a nós futuros professores perceber que o ensino por investigação é um potencial para ampliar as aprendizagens dos estudantes.

Em tempo de pandemia, onde o ensino está ocorrendo de forma remota, acredito que estas atividades podem ser adaptadas para esta modalidade, pois com uma boa explicação e acompanhamento do professor, isso pode ser possível.

 A investigação realizada nas atividades não dependeu de altos recursos, os grupos para debates podem continuar sendo feitos, pois por exemplo, a ferramenta “Meet” permite organizar grupos. Utilizando outras ferramentas, os alunos já podem compartilhar suas hipóteses com o professor e demais colegas e as discussões podem ocorrer tranquilamente em uma aula on-line.

terça-feira, 20 de julho de 2021

Assista agora a mais um podcast do PIBID sobre o cap.6 - Investigando a vacinação e o retorno do sarampo: uma proposta para a educação em saúde em tempos de pós-verdades do livro "Ensinado Biologia Por Investigação"

 

 


INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA

DO RIO GRANDE DO SUL

Campus Vacaria

Licenciatura em Ciências Biológicas

Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência Pibid/Capes-IFRS

 

 

Nome do bolsista: Mariana Lisbôa de Oliveira

Tema da atividade: Análise das devolutivas das atividades do 8º ano

Data de entrega: 17/07/2021

 

Ao analisar as oito devolutivas das atividades do 8º ano dos alunos da Escola Técnica Estadual Bernardina Rodrigues Padilha, percebe-se que os alunos compreenderam as questões e acertaram em suas respostas, demonstrando saber interpretar o texto e também a ter conhecimento sobre as atitudes que devem ter para fazer o consumo inteligente da energia elétrica, cujo era o principal objetivo da atividade e da aula ministrada.

Em algumas devolutivas, nota-se pelos erros gramaticas como por exemplo “ERIGÉ”, que talvez o aluno não tenha realizado a pesquisa na própria conta de energia elétrica, mas que pode ter buscado esse conhecimento com algum familiar.

Alguns alunos compreenderam a proposta de elaboração do informativo, outros fizeram uma resposta através de um texto, mas demonstraram ter consciência em relação ao uso adequado da energia elétrica e como repassar esse conhecimento de uma maneira informativa para que mais pessoas possam ser atingidas.

Ao analisar as respostas escritas pelos estudantes, noto como algo recorrente e de certa forma preocupante o não desenvolvimento do uso do sistema da escrita, visto que estes alunos se encontram no 8º ano do ensino fundamental. São erros como acentuação, esquecimento e troca de algumas letras. Penso que esse desenvolvimento pode ter sido prejudicado no período de quarentena causada pela pandemia do COVID-19, sendo muito evidente as sequelas que isso trouxe para a educação.

segunda-feira, 7 de junho de 2021

 Saindo mais um podcast!!

Hoje é sobre o Ensino de Ciências e Biologia por Investigação!

 


 


sábado, 5 de junho de 2021

 

INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA

DO RIO GRANDE DO SUL

Campus Vacaria

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Nome do bolsista: Mariana Lisbôa de Oliveira

Tema da atividade: Resenha crítica sobre a observação da palestra da professora Carolina Moretti

Data de entrega: 05/02/2021

 

Carolina Moretti é professora de ciências na rede pública municipal e estadual, sendo também professora da rede privada na área de inglês. Possui uma boa formação acadêmica incluindo graduação, especializações e mestrado.

A professora iniciou a palestra relatando como tornou-se professora e os percursos que percorreu para perceber que queria realmente exercer essa profissão, e nos conta que nunca quis ser professora por ver sua mãe sendo e estar sempre atarefada. Apesar de tudo isso, a partir de diversas experiências permitiu-se dar aula e então apaixonou-se pela docência.

A fala da professora Carolina é feita de uma forma contagiante, onde quem já é professor se enxerga em cada palavra que ela vai falando. Um dos pontos que me chamou muito atenção é quando ela traz em suas falas o seguinte: “ todo mundo acha que sabe o que é ser professor”, o que concordo plenamente, pois muitos banalizam a ação de ser docente e somente quando se é professor é que se sabe dos prazeres e desafios dessa profissão, das responsabilidades que precisamos ter tanto em sala de aula como nas atividades além deste momento.

Na verdade, não é qualquer pessoa que consegue ser professor, pois como fala a professora Carolina, “professor tem algo diferente, pois não é qualquer pessoa que consegue fazer o que o professor faz”, além disso para ser professora precisamos ter uma preparação pedagógica, didática e emocional, e envolver-se com todo esse processo em relação a escola e aos alunos.

Mais tarde, a professora também comenta sobre a frase “Você trabalha ou só dá aula? ”e o que parece é que a profissão de ser professor ainda é vista como um trabalho informal, que qualquer um pode fazer. Ser profissional de ensino na sociedade contemporânea não é tarefa fácil, temos a todo tempo que provar nosso valor e provar que a educação é o único meio pelo qual uma sociedade pode evoluir.

Outro ponto que foi mencionado é quanto a infraestrutura das escolas da rede pública e privada, sobre o público alvo e a diferença do capital cultural entre elas. O que mais chama a atenção além da infraestrutura que possui uma diferença muito grande, é a carga horária de períodos dedicados a disciplina de ciências, onde a escola privada tem o dobro de períodos em relação a escola pública, o que me leva a refletir sobre o porquê isso acontece.

Algo muito importante que fica dessa palestra e que devemos sempre reforçar e ter em mente é que por mais que tenhamos muitas atribuições, que por mais que a profissão não seja valorizada ou que os dias sejam difíceis, o professor jamais deve desistir, como a professor Carolina diz “Ensinar é saber insistir quando o outro te diz não”, isso é ter compromisso com a educação e honrar a profissão que escolheu. Como Paulo Freire diz:

“ ⁠É preciso ter esperança, mas ter esperança do verbo esperançar; porque tem gente que tem esperança do verbo esperar. E esperança do verbo esperar não é esperança, é espera. Esperançar é se levantar, esperançar é ir atrás, esperançar é construir, esperançar é não desistir! Esperançar é levar adiante, esperançar é juntar-se com outros para fazer de outro modo” (FREIRE,1992,s.p)

 

É preciso acreditar que somente a educação vai transformar as pessoas e essas pessoas irão transformar o mundo, a partir do respeito mútuo e da ação de não desistir.

 

Referência

FREIRE. P. Pedagogia da Esperança: um reencontro com a Pedagogia do Oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1992